Santos Export vai debater dragagem e acessos ao cais santista

A necessidade de novos acessos rodoviários ao cais santista, especialmente na entrada da Cidade, e a importância do aprofundamento do canal de navegação e, também, de se estudar os impactos da dragagem na região estão entre os temas que serão debatidos na edição deste ano do Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos.

O seminário, uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e uma realização da Una Marketing de Eventos, ocorrerá nos próximos dias 10 e 11 de agosto, no Mendes Convention Center, no Município.

Os assuntos principais a serem discutidos no evento, que chega a sua 13ª edição, foram definidos na última quinta-feira(25), durante uma reunião do comitê técnico do Santos Export, na sede de A Tribuna, na Cidade. O encontro foi coordenado pelo diretor-presidente de A Tribuna, Marcos Clemente Santini, e pelo diretor da Una, Fabrício Julião. O comitê é formado por autoridades e empresários do setor portuário da região.

Segundo Marcos Santini, cada edição do Santos Export tem um tema central. Neste ano, serão os acessos ao complexo marítimo. “São as questões mais importantes para o Porto de Santos atualmente. Precisamos melhorar os acessos terrestres, especialmente a entrada da Cidade. Temos de pensar na própria ligação entre a Capital e a Baixada Santista. E ainda há o canal de navegação e sua dragagem”, afirmou.

A necessidade de novos acessos rodoviários ao Porto na entrada da Cidade é, hoje, “a prioridade zero” do cais santista, afirmou o consultor da operadora Santos Brasil (arrendatária do Terminal de Contêineres/Tecon) José Roberto Campos. A Dersa prepara um projeto para reorganizar a entrada de Santos, na região da Alemoa. O estudo deve ser entregue até outubro.

Sobre os acessos aquaviários ao cais santista, os empresários enfatizaram a necessidade de se avançar nos trabalhos de dragagem, especialmente no aprofundamento da via de navegação. Essa meta já tem sido defendida pelo setor privado a partir do programa Santos 17, que pretende financiar os estudos necessários para ampliar a fundura do estuário, fazendo com os terminais possam receber navios de maiores dimensões e, consequentemente, maior capacidade de carga.

Ainda sobre os acessos aquaviários, os executivos consideraram o Santos Export o cenário ideal para se defender estudos sobre os impactos da dragagem na região. A perspectiva, nos próximos anos, de um aumento das ressacas na orla e da erosão nas praias de Santos levou moradores da região a acreditar que tal fenômeno tem relação com a dragagem. Mas não há pesquisas sobre essa questão. “Precisamos estudar esses fenômenos e os impactos da dragagem, mas de forma racional, sem paixões ou achismos, E o Santos Export é o local para defendermos essas pesquisas”, afirmou o diretor de Logística do Grupo Rodrimar, Willy Maxwell.

Esses temas serão debatidos no seminário e em outras reuniões do grupo durante o ano, disse o diretor da Una Marketing de Eventos, Fabrício Julião. “Esses pontos vão integrar nossa agenda neste ano. O Santos Export não é um único evento, mas um fórum permanente”, explicou.

 

Viagem

Durante a reunião, também foram decididos os portos internacionais a serem visitados pelo comitê neste ano. Os complexos escolhidos foram os de Los Angeles, Long Beach e Oakland, todos na costa oeste dos Estados Unidos. A viagem técnica complementa a programação do seminário, uma tradição do evento desde 2005.

Nesses últimos 10 anos, já foram visitados complexos marítimos da Alemanha, da França, da Inglaterra, da Espanha, da Itália, da Dinamarca, dos Estados Unidos, do Canadá, do Panamá, dos Emirados Árabes, do Catar e da China.

 

 

Fonte: A Tribuna.com.br

 

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